24 de agosto de 2014

Lanterna dos afogados

Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto pra quem precisa chegar



No meio do ano passado eu estava pegando um ônibus pra ir trabalhar e comecei a encontrar com o Henrique no ponto de ônibus (me dá sensações tão boas pensar nisso que nada, nada no mundo pode ser maior) e íamos pro centro conversando sobre a vida. Quando aconteceu a primeira vez eu fiquei pensando em como eu tinha feito a escolha errada anos atrás e deveria ter ficado com ele. Porque ele era demais, olha só! rs
Contei isso pro Bruno e ele me disse que nós poderíamos montar um plano pra poder separar ele da ex-namorada, mas eu preferi não fazer nada, porque achava que ele era feliz e não queria atrapalhar um relacionamento do tipo que eu nunca tive e nunca iria ter. Mas nós pegávamos ônibus sempre e era muito bom ficar conversando com ele, nem reparava nas duas horas de viagem ou em engarrafamento. Tinha até vontade de deitar no ombro dele pra dormir, quando estava muito cansada, mas não fazia porque ele era um rapaz comprometido e eu já tinha aprendido que isso era problema. Fui transferida e paramos de pegar ônibus juntos.

Nós nos falávamos às vezes, ele era sempre muito simpático. Sabe aquelas pessoas que você consegue manter uma conversa leve? Mas ela estava sempre lá. Sabe aqueles casais de propaganda de margarina? Aqueles que estão sempre sorrindo, parecem não ter problemas e que nada no mundo é maior do que o amor verdadeiro deles? Eles eram esse tipo de casal na minha cabeça. Estavam juntos esse tempo todo e eu não conhecia casal nenhum que fosse tão feliz por tanto tempo. Aquilo era muito longe da minha realidade. Até quando eu ia fuxicar o facebook dele, sempre tinham várias fotos deles rindo e felizes e eu de verdade esperava um dia ver as fotos do casamento. Bad choices. All my life. 

Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando, vê se não vai demorar

Então numa quinta eu cheguei da faculdade e fui dormir, vi uma mensagem dele me pedindo pra salvar o número dele e mandar uma mensagem no whatsapp. Meu primeiro pensamento foi “Que fogo no rabo é esse, tio? Deixa sua namorada saber disso...” mas adicionei. Como os contatos demoram pra aparecer na lista do whatsapp, fui dormir e no outro dia mandei mensagem e desde então não paramos mais de nos falar.

É uma noite longa pra uma vida curta
Mas já não me importa basta poder te ajudar


Nessa conversa ele me contou que tinha terminado o namoro. Eu estava saindo do refeitório e entrando na cantina da escola onde eu trabalhava e quando vi aquilo fiz uma dancinha da felicidade. Hahahaha
Depois me vieram mil dúvidas na cabeça. Se ele estava bem com aquilo, se tinha vindo conversar comigo pra poder desabafar como tinha sido no último término de namoro dele... Enfim, o que significava aquele contato. Mas pq o medo? Quis continuar conversando.
Eu não queria ter um namorado de jeito nenhum, eu me via muito próxima de quem eu era com 14 anos. Eu estava sendo Natasha e não queria magoar mais ninguém e estava convicta disso. Então na conversa eu disse que queria ir no cinema ver A Menina Que Roubava Livros e ele disse que Tb queria ir no cinema e perguntou se eu queria ir com ele e que passava aqui pra me buscar.
Se tem uma palavra que define esse período entre o dia 13/02 até o dia 15/02 foi dúvida. Eu não sabia se ele queria ficar comigo ou só uma companhia pra sair, eu não sabia se eu queria ficar com ele, eu não sabia o quão essa ex poderia ainda ser presente na vida dele... eu não sabia de nada. Na verdade, eu acho que até hoje não sei. Porque todo mundo sabe que eu ando igual a um mendigo pela rua, mas dessa vez eu não quis. Passei horas me arrumando pra encontrar com ele. Me preocupei tanto que até me atrasei. Queria estar linda. Entrei no carro tensa, sem saber o que era aquilo e ficava mandando mensagem pra Manu me ajudar a entender os sinais que ele dava.
Nós chegamos muito cedo pra sessão e ficamos um tempão conversando sobre um monte de coisas. Como eu já disse que não sabia de nada, quando estávamos descendo a escada rolante tive um impulso de segurar a mão dele. No cinema estava um frio horroroso e ele colocou a mão no meu braço pra me esquentar. Então nos beijamos. Quando o filme acabou eu queria sair da sala com ele como os outros casais que estavam perto de nós. Por mais que eu não quisesse um namorado, eu queria ele. No dia seguinte nos encontramos de novo e eu já tinha certeza. Ele me pediu em namoro, mas veja bem que eu tenho essa urucubaca com Exs que ressurgem das cinzas e não estava a fim de passar por isso de novo. Mas eu já era namorada dele. Já era namorada dele desde que quis dar a mão na escada rolante.

E são tantas marcas que já fazem parte
Do que sou agora, mas ainda sei me virar


Eu demorei muito pra me encaixar nessa vida. Durante toda a minha vida eu me vi tendo que mudar e deixando de ser quem eu era e quem eu gostava de ser pra poder seguir em frente e eu descobri que isso era o que mais me incomodava em mim. Eu aprendi a me amar em primeiro lugar e não deixar que a minha felicidade ficasse sempre na mão de uma pessoa, como a Paola me ensinou e nem deve mais lembrar, mas eu tenho comentário aqui nesse blog pra comprovar. rs
Eu aprendi que as vezes a gente não precisa superar pra seguir em frente, mas que superar era uma coisa que eu precisava fazer. Eu aprendi a me bastar e que as coisas que mais me fazem feliz são tão simples que eu nem preciso correr muito atrás por elas. 
Eu conheci alguém incrível anos atrás e passei todo esse tempo procurando por outras coisas que parecia até cachorro correndo atrás do próprio rabo. Um alguém que estimula em mim o que de melhor eu posso ser e que flui tão naturalmente que não deixa dúvida que era pra ser assim e me faz desejar que todo mundo um dia possa ter um amor como o nosso, pra conhecer essa sensação incrível que eu sinto do lado dele. Ele que estava presente nesse momento ( sendo uma das pessoas que reparou) e nesse outro aqui ( quando penso que quando o Henrique estava procurando estágio eu fui falar com esse cara pra saber o que ele precisava pra concorrer a uma vaga lá). Como ele sempre esteve ali do meu lado, mas eu burra demais, nunca olhava. Tive alta da terapia.

Eu encontrei quando não quis mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei...
E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe
Eu encontrei alguém que faz todos os meus sonhos e até sonhos que eu nem sabia que tinha se realizarem. Eu encontrei alguém pra dividir. Eu encontrei alguém que me entende e não só me aceita, porque a gente pensa do mesmo jeito. Eu finalmente encontrei alguém pra caminhar comigo e que faz com que eu me sinta tão e tão amada que eu não tenho tempo pra mais nada...
Então é isso. Lanterna dos afogados não é a música que me define. Não mais. Então eu quis terminar aqui todas as histórias que eu vivi nesse blog. Vou continuar a escrever nesse link aqui, até pq foi recomendação da psicóloga. Esse ciclo acabou e estou feliz por isso. 

That's all folks!

Comecei minha faculdade e vim morar na Tijuca, estava radiante por isso. O Marcos tinha voltado a me procurar, mas eu estava ignorando. Então um sábado resolvi ir pra um jogo do botafogo no engenhão com uma amiga, quando nós vamos comprar o ingresso, quem estava lá? O Bruno, claro, na minha frente. Assistimos o jogo juntos e ficamos. Depois daquele dia, começamos a nos falar por email todo dia e ficamos muito próximos. Depois de um tempo nós estávamos bebendo e ele recebeu uma ligação da quem eu achava ser ex, mas era atual, dizendo que estava esperando ele em casa e então eu descobri que ele ainda era casado. Na discussão ele tb disse que não tinha noção de que a gente continua ficando assim e que não queria parar de ficar comigo. Que não queria fazer uma escolha. E nem eu queria fazer uma escolha. Nem deixar outro voltar pra ex e então resolvi ficar ali. A partir daí foi uma novela, com muitas brigas, muitas tentativas de se afastar e tudo mais, mas o negócio e que nós ficamos amigos e nos entendíamos muito bem, melhor do que já tinha me entendido com alguém. A ex voltou a ser ex e nós passamos a ser importantes na vida do outro (se eu tiver mentindo, você pode me corrigir, porque eu sei que vc tá lendo, tá? rs). Eu descrevi muitas coisas desse relacionamento aqui e não vou falar de novo. Nós ficamos muito amigos, mas eu estava mal e comecei a fazer terapia.
Foram horas e horas gastas em terapia pra poder contar de tudo. Da péssima relação com a minha família, de estar num relacionamento que significava demais pra mim só porque estava carente, por ter problemas com meu chefe, por não me amar e por ser depressiva mesmo. Foi um caminho duro a ser percorrido...

Nesse meio tempo eu parei de escrever aqui, ou só escrevi mesmo quando estava confusa, porque estava me conhecendo. Eu fiz um blog pra poder falar da minha vida quando eu estivesse me sentindo mal, mas eu não sabia mais quando estava bem ou não pra escrever. Não tinha o que falar de mim, ainda estava aprendendo.

23 de agosto de 2014

The end - parte 2

Nós passávamos todos os finais de semana juntos e sem sexo, pq eu era novinha, cheia de neura e tudo mais. Ele cozinhava pra mim todo final de semana (e dizia que eu parecia um monstro comendo) e eu entrei na aula de dança de salão, já que sempre que ele queria dançar eu pisava no pé dele, como a formatura estava chegando, eu tinha que aprender pra gente fazer bonito igual ao que tinha sido no sonho. Passamos o dia dos namorados fazendo o projeto final dele da faculdade de designer (um episódio de cavaleiros do zodíaco) e no final daquela noite, depois de 3 meses ficando, eu disse que o amava e BANG acabou tudo. Ele ficou me olhando, disse que gostava muito de mim e amava estar comigo, mas queria que quando fosse dizer isso não fosse só pela resposta de algo que eu disse, mas pq sentiu a necessidade. No final de semana seguinte ele estava estranho e foi assim por mais alguns dias, até que teve um dia que ele disse que queria passar o final de semana sozinho. Demorou um pouco, mas depois eu descobri que a ex dele tinha entrado em contato no final de semana do dia dos namorados, que era quando eles faziam aniversário de namoro e tinha dito um monte de coisas. Que estava indo pra Florianópolis e queria encontrar com ele, porque ainda o amava. Ele me contou isso e eu disse que tudo bem, que queria que ele fosse feliz, independente de ser comigo e ele foi pra lá. Pediu demissão do trabalho, colocou o apartamento a venda e foi embora encontrar com ela. E eu? Eu tive ulcera nervosa e outros muitos problemas de saúde. Passava mais tempo no hospital que em casa ou trabalhando e não sabia mais o que fazer. Não tinha vontade pra nada, não queria fazer nada da vida. Pedi a empresa pra me colocar em outro lugar e tive que me refazer. Colar todos os meus caquinhos e seguir em frente. Aprendi que a gente não erra porque quer e sim pq não sabe fazer. Ele nunca pensou que nós íamos nos envolver tanto e que tudo ia terminar assim. Ele sentia culpa e eu sentia muito, muito mesmo. Escrevi aqui sobre como foi cada momento desses.
Num desses dias de mau humor, eu tinha que levar uns documentos pra serem assinados na empresa pra qual eu ia passar a maior parte do tempo trabalhando e nessa sala estavam cheias de fotos do Loco Abreu, ídolo do meu time e eu perguntei de quem eram as fotos e então o Bruno se apresentou e perguntou se eu era botafoguense também. Eu respondi que sim e ele disse “Sabia, os botafoguenses são os mais bonitos”, mas eu estava na minha fase múmia e saí batendo porta pela cantada barata. Mas quem disse que ele desistiu? Passava o maior tempo possível vindo falar comigo, me paparicando, me ensinando a fazer coisas do trabalho e me cantando. Eu até disse que nós não poderíamos ficar porque ele era geminiano e eu capricorniana e nosso signo não combinava. Não que eu fosse entendedora do assunto, mas o Marcos falava tanto disso que eu acabei aprendendo. rs
Mas aí em um dia dessas conversas ele me contou que o sonho dele era ser veterinário, mas a gente tem que trabalhar e ganhar a vida e isso não ia rolar. Eu parei e considerei que todas as vezes que eu tinha rido desde a ida do Marcos tinha sido com ele e que ele merecia uma chance. Ele estava conversando comigo com uma caneta e um papel na mão, então eu peguei e anotei meu telefone lá e ele entendeu que eu tinha mudado de ideia. Nós estávamos indo embora e andando a caminho do metrô. Quando estava chegando perto da estação nós fomos diminuindo o passo e ele disse que quando a gente parasse ele ia me beijar. Então eu parei, ele deu mais uns dois passos até perceber, voltou e me beijou.
Era muito divertido ficar com ele e comecei a ver as coisas melhorarem. Até que um dia nós estávamos bebendo e ele me contou que era casado e tinha se separado a pouco tempo. O que eu fiz? Entrei em desespero, lógico. Mas mesmo assim, ele me convenceu de que era um geminiano legal.

Nessa época eu fiz a prova pro MP, que um amigo me disse que ia ter. Quando saiu o resultado ele tinha se machucado e estava de licença, mas eu estava indo embora e achava que não ia mais encontrar com ele na vida, mas não foi bem isso que aconteceu. 

22 de agosto de 2014

The end - parte 1

Quando eu comecei a escrever aqui no blog eu tinha acabado de terminar a escola. Terminado de concluir o ensino médio, onde eu não só aprendi a minha primeira profissão, mas onde eu tive meu primeiro namoro de verdade, como você já devem ter lido 5702 vezes por aqui antes. Quando terminou, eu achava que estava muito perdida nessa coisa de ser solteira (não que eu não soubesse ser, como achei por muito tempo, mas porque eu não queria mesmo), e comecei a emendar um namoro no outro, tendo até um noivado no meio disso tudo, mas eu não estava pronta pra nada disso. Uma prova disso foi quando eu criei esse blog, na lanterna dos afogados, que era minha música do momento. Eu estava num relacionamento onde não havia paixão, onde só tinha eu não querendo ficar sozinha e alguém que gostava daquilo e quando as coisas são assim, qualquer terceiro que chega nessa história ganha um destaque e foi o que aconteceu. Quando vi, estava num relacionamento aonde teoricamente ia tudo bem, mas eu queria ter a intensidade e a química que tinha com o outro e não sabia o que fazer e muito menos tinha pra quem contar isso, porque achava que todos iam vir com 7 pedras nas mãos me chamando de puta. Mas terminei, fiquei com o outro e depois acabou a vontade e eu tinha um blog pra escrever.

Eu aprendi a beber, deixei o cabelo crescer e decidi ir trabalhar e foi uma mudança total na minha vida. Eu adorava a empresa, amava as pessoas que trabalhavam comigo e aprendi muito lá. Era considerada uma técnica muito boa, o que eu nunca ia imaginar ser e estava conseguindo um modo de começar minha tão sonhada faculdade. O que mais poderia acontecer? O que move a minha vida? Um paixão, é claro, logo no meu terceiro dia de estágio. Cheguei na primeira empresa pra onde a que eu trabalhava prestava serviço e ele foi a primeira pessoa que eu vi, parecia até cena de filme, eu fiquei olhando pra ele e tive certeza que estava me apaixonando, sem nunca ter falado nada mesmo, meio que a primeira vista, mas olhei pra mão dele e BANG uma aliança, bem grande na mão esquerda. Mas quem disse que eu conseguia parar de pensar nele? E o pior é que a empresa em que eu trabalhava me mandava lá quase todo dia, o que foi uma tortura por quase um mês,mas não podia dizer nada pq ele era casado e ele me contou que estava separado há uns 3 meses, mas que tinha passado 13 anos com uma mulher que tinha virado diplomata, o relacionamento não dava mais tão certo, mas ele não conseguia parar de usar a aliança, pq ficava brincando com ela no dedo o tempo todo. Minhas esperanças foram lá em cima e então ele me adicionou no falecido Orkut e disse que tinha tido um sonho louco comigo e pediu meu email pra poder contar a história por lá, pq ele estava numa viagem a trabalho (já que ele era arquiteto, analista de sistemas e designer gráfico e trabalhava com isso tudo). O sonho dele era o meu sonho: Nós dois juntos, numa festa de formatura e dançando bolero. O que eu fiz? Abri o bocão e saí contando logo que estava apaixonada, obvio e assim que ele chegou no Rio nós nos encontramos e ele era o romantismo em pessoa. Quando eu entrei no carro estava tocando Katy Perry que era a minha cantora pop preferida na época e eu perguntei se ele ouvia aquilo, achando que ele ia me contar que a gente não podia ficar junto pq ele era gay ou algo do tipo, mas ele disse que não, que só tinha baixado músicas dela pq era a cantora que mais aparecia no meu subnick ( num troço do msn que aparecia lá a música que eu estava ouvindo no meu media player) e ele queria que eu me sentisse confortável. E como não me sentiria? A gente passou o final de semana todo junto e eu nunca tinha dormido com ninguém, quando eu acordei na primeira noite ele estava olhando pra mim e disse que estava assim tinha um tempinho e estava cantando mentalmente I don’t want to miss a thing e é claro que eu me apaixonei mais ainda, até o momento em que ele levantou e me levou pra um quarto onde tinha um mini piano (não era um piano de calda, mas era um piano) e tocou essa música pra mim. Naquele momento, eu tive certeza que não tinha mais volta e eu já estava completamente e perdidamente apaixonada. 

31 de agosto de 2013

Postagem dos meus pensamento, sem filtro

Eu posso fazer uma lista de coisas que eu amo fazer. Amo estudar, amo dançar, amo fazer doces, amo comer doces, amo ouvir música, amo ler, amo história, amo ver fotos antigas, amo escrever, amo ver filmes na minha sala no sábado a noite, amo nutrição, amo pintar as unhas de vermelho, amo ser quem eu sou... amo muita coisa!
Mas tirando a minha mãe, meu pai e meu irmão e minhas sobrinhas, eu não amo pessoas. Sinto falta de que alguma seja mais parecida comigo. Sinto falta mesmo de poder dizer alguma coisa pra alguém e essa pessoa entender o que eu tô querendo dizer. Não aceitar, mas entender mesmo. Não tentar me mostrar que a vida pode ser diferente ou que devo ver o outro lado das coisas. Alguém que entenda.
Eu gosto de não precisar contar com ninguém. Gosto de ser independente e não precisar esperar ninguém pra fazer as coisas. De tomar decisões sem que precise da opinião de mais alguém pra isso. Acho isso bom de verdade, mas queria poder amar pessoas tb. De sentir algo sem explicação, não por precisar delas, mas por tê-las por perto. Só isso.

                                                             ****

Eu fui limpar a cozinha hoje. E enquanto eu limpava eu fiquei tentando pensar em onde eu tinha errado com ele. Talvez eu pense tanto nisso que possa ser considerado uma obsessão, ou um hobby, mas seja lá qual a a explicação, eu estava fazendo. E quando terminei percebi que não tinha errado em nada. Escrevi aqui milhões de vezes depois dele e o blog passou até a ser triste depois dele.
Pensei nisso hoje porque um cara semana passada me fez milhões de declarações dizendo que ía lutar por mim e blablabla e mal deu as caras essa semana. Juro. Então fiquei pensando o que eu acharia que esse cara deveria ter feito e  lembrei do Marcos. Lembrei e pensei que ele deveria fazer a mesma coisa que eu fiz com o Marcos. E então eu percebi que não tinha feito nada de errado.  Porque eu me entreguei, como nunca mais fui capaz de fazer e porque eu me importei. Me importei tanto que me importo ainda. Porque se alguém quer ficar com o outro tem que se importar e que esse cara não deve me fazer mais declarações, porque ele não se importa. Não de verdade. Não que eu tenha um manual sobre gostar dos outros, mas porque eu só conseguiria me importar com alguém que se importa comigo.

                                                              *****
Então eu paro no meio disso tudo e avalio minha vida amorosa. Porque eu evito, né, mas tô mais corajosa ultimamente e resolvi avaliar isso. Vou até levar pra terapia semana que vem e só quero falar disso. De relacionamentos. De falar que só pessoas confusas aparecem na minha vida e dizer em alto e bom som para uma pessoa que o único que eu achei que não fosse passar, passou. Que o Bruno e eu vencemos a validade. E isso é estranho. Que nós já rendemos tudo que podíamos e que agora estamos diferentes. E isso é estranho. Estranho e desconfortável porque eu adoro ele. Adoro e adoro mesmo. E odeio que esteja desse jeito, mas está.

18 de maio de 2013

Quando eu tinha 11 anos, alguém deveria ter me dito que era pra eu aproveitar ao máximo minhas sobrinhas porque elas iam embora pra longe de mim.e
Quando eu tinha 12 anos alguém deveria ter me falado que eu não deveria ter ficado tão amiga daquela garota, pq ela não ía me ver do mesmo jeito.
Quando eu tinha 13 anos alguém deveria ter me falado pra não ir, pq aquele seria um trauma que ía me render muitas horas de terapia pela vida;
Quando eu tinha 13 anos, alguém deveria ter me avisado que a minha mãe é a melhor pessoa do mundo e pra aproveitar ela ao máximo, pq uns anos depois eu ía estar bem longe dela por quase toda semana.
Quando eu tinha 14 anos deveriam ter me avisado que não era pra me envolver tanto assim, porque não ía valer a pena...
Aliás, com 14 anos podiam ter me avisado pra fazer uma festa de 15 anos, sem viagem!
Quando eu tinha 15 anos, podiam ter me avisado pra dar valor a cada segundo daquele ano. Cada um deles seria mais importantes da minha vida.
Quando eu tinha 15 anos deveriam ter me dito que meu pai ía enfrentar muitos infartos ainda, mas que ía estar bem alguns anos depois.
Quando eu tinha 16 anos deveriam ter me mandado fazer a prova de fisica aplicada.
Quando eu tinha 17 anos deveriam ter me falado que o namorado que eu estava dispensando ía ser o ultimo homem além do meu pai e do meu irmão a falar que me amava.
Quando eu tinha 18 deveriam ter me falado pra não comentar no local de trabalho sobre o meu time.

Então tá ai, eu cheguei aqui nesse estágio da vida completamente desavisada. Sem saber pra onde ir, nem por onde começar. Então alguém tinha que ter me avisado que eu ía chegar aqui e minha vida não faz o menor sentido.

8 de março de 2013

Ainda, encontraremos a pousada, o afeto almejado, a proteção.
Ainda, haverá tempo de amar sem medo, totalmente, infinitamente, sem ter medo de pedir, de implorar, ou chorar. 
Ainda, haverá tempo para ser feliz novamente.
Ainda, haverá tristeza, saudade, primavera, o sonho.
Ainda, haverá alegria, apesar das cicatrizes.
Ainda, haverá esperança, porque a vida ainda é criança e amanhã será outro dia.

13 de outubro de 2012

Foi um sonho meio estranho: 
Uma mulher chegava do nada e dizia que ele estava mal e que eu não podia deixar ele sozinho, porque ele corria perigo. Eu saia correndo e ia encontrar com ele e ficava um tempão, dias até, tomando conta e vendo que estava tudo sob controle.
Então eu fui trabalhar e no caminho a mesma mulher vinha me contar que eu não podia mesmo sair de perto dele.

Eu acordei e mandei uma mensagem, contando o sonho e pedindo pra ele tomar cuidado.

Dai na hora que eu fui almoçar, ele me mandou uma msg dizendo que o carro dele tinha parado no meio da estrada e um ônibus arrastou o carro com ele dentro e que ele estava no hospital.

Porque a gente tem essa ligação desde que nos conhecemos, e há uns dois meses atrás ele até falou em alma gêmea, mas eu acho que se essa coisa de anjo da guarda existe, deve ser isso ai.

12 de setembro de 2012

Faz um tempinho que eu aprendi que eu não devo deixar alguém ser o motivo da minha felicidade, mas não é isso.

O negócio é que eu sou muito boa no meu trabalho. Sou boa mesmo e por mais que esteja a maior bagunça, eu sempre resolvo tudo.
E eu sou boa na faculdade. Não sou a melhor aluna da turma, mas amo tanto o que faço e me esforço tanto que passo a ser boa.
Eu sou uma boa filha. Minha família conta comigo pra tudo e não decidem trocar uma cortina sem falar comigo. Depois de um tempo a gente passou a ser bem unido e se proteger, e isso sem querer parecer mentira, mas foi coisa minha e se perguntar eles vão concordar.
Até posso dizer que sou boa amiga. Meio ausente pelo trabalho, mas boa amiga.

Então não é que eu precise de alguém pra ser feliz. Eu sou feliz, dentro de tudo isso. Eu sou feliz por cada coisa que eu conquistei até hoje e por todos que estão do meu lado. Nem entro no mérito da depressão agora, mas o negócio é se sentir completa.

Quando vc divide alguma coisa, significa que vc partiu aquilo em dois pedaços e deu um pra outra pessoa, mas que a outra metade é sua. E não me devolveram, sabe? Então não é que eu precise de alguém do meu lado pra me sentir feliz. Eu queria alguém do meu lado pra me sentir completa. Pra saber que a outra metade  tá lá dividindo comigo tb. Só isso.

15 de julho de 2012

O processo de conquista é demorado.

Foi demorado pra conseguir o primeiro beijo. Foi muito demorado pra aprender os gostos, até chegar o ponto em que eu sabia como ele estava conversando só por e-mail, sem precisar do olho no olho ou de ouvir a voz. Foi demorado pra me deixar ser dele por completa, por me sentir assim, por querer isso tanto quanto eu já quis. Foi demorado pra que a gente conhecesse cada pedaço do outro. Foi demorado pra que a gente pudesse dizer exatamente o que a gente pensava um pro outro, sem cerimônia e sem tanta meia verdade. Foi demorado pra ter aquelas lembranças que mexem tanto com a gente que só o silêncio é confortável quando elas aparecem.

Foi demorado pra colocar um fim, sem ter como voltar correndo quando tudo fosse seguir seu rumo. Foi demorado até pra perceber que as minhas ultimas lembranças são tudo que eu adorava nele: a cerveja, o jeito maluco, o dia em que nos superamos, de estar sentindo muita dor de dente e estar abraçada e parecer que a dor tinha ido embora.

O processo de conquista é tão demorado que eu acho que vou sair correndo a qualquer minuto. Que tudo vai desmoronar a qualquer minuto, que é tudo mentira, que vai dar tudo errado como todas as vezes que eu apostei em algo nesse nível. É tão demorado que eu não paro de sentir falta do conforto que eu já sentia por ter sido conquistada. É tão demorado que eu tenho medo de não valer a pena.

14 de julho de 2012

Eu sei lavar, passar, cozinhar, bordar, limpar, consertar equipamentos eletrônicos, flertar em lugares estranhos, fazer meu cabelo e minhas unhas, pagar minhas contas com o meu trabalho, dançar, fazer minha própria dieta e outras coisas.

Mas o que eu faço de melhor mesmo, sem precisar fazer esforço e de grande trabalho é sentir ciúmes.

Desculpa, sociedade!

1 de julho de 2012

Foi quase uma hora de troca de olhares. Eu achei que fosse qualquer coisa, porque ele era tão lindo e nunca ia me dar ideia. Até que ele deu uma piscadinha e eu comecei a rir e ele pediu meu telefone. Dai já foram quase duas horas falando no telefone e quanto mais eu conhecia mais eu gostava. Dai me adicionou no facebook e eu vi que era católico. Não comentei nada, fiquei lá quietinha achando isso o máximo.
Dai hoje ele me ligou perguntando o que eu já tinha feito e eu disse que só tinha ido pra igreja. Ele perguntou a minha religião e quando eu disse que era católica ele ficou um tempão dizendo o quanto isso era legal e que ele também era. Depois mandou mensagem dizendo que isso era maravilhoso.
E é assim, quanto mais eu conheço, mais eu gosto!

Acabou de chegar o próximo que vai destruir meu coração em mil pedacinhos. Comecem a acompanhar! 

25 de junho de 2012

Eu não supero e isso não é segredo.

Deixa eu tentar explicar. A minha avó materna morreu tem uns 25 anos, sendo assim eu não a conheci. Quando eu nasci a minha mãe já conhecia a minha avó de coração, que é quem a minha mãe chama de mãe eu sempre respeitei como avó. Sendo assim os filhos dela eu considero meus tios e assim por diante. Pra todo mundo da família é assim.
Então que hoje foi a festa de bodas de rubi da minha tia e tinha séculos que eu não participava de nada, porque eu tinha esse probleminha com o meu primo. Só pra começar a minha ex-sogra/tia estava lá e minha ultima lembrança dela era ela gritando na escada do prédio " Um mau filho nunca vai ser um bom marido. Você tá se afundando com ele, garota!" E ela veio falar comigo dizendo que ele não tomava jeito, só queria saber de beber e que ia ligar pra ele e avisar que eu estava lá. Como se não bastasse ela senta na minha mesa. Cinco minutos depois, meu tio senta do meu lado e diz que eu estava tão linda, que quando ele chegasse ia se arrepender de ter me largado. Com essas palavras: se-arrepender-de-ter-me-largado.
Depois chegou a minha avó perguntando se ele ia demorar muito ainda, até que ele ligou dizendo que não ia porque estava num churrasco e já estava pra lá de bêbado.

Dai eu fiquei lá comendo bem-casado e desejando um morte lenta pra ele, que eu já tinha até esquecido, mas uma morte lenta e dolorosa por ter-me-largado.

11 de junho de 2012

O ultimo presente de dia dos namorados que eu dei foi uma estrela. E eu passei 2 semanas ouvindo que esse foi o presente mais fantástico que ele poderia ganhar, porque ele tinha uma estrela por minha causa. Contou pra todo mundo, colocou até foto do certificado no orkut e todo mundo vinha me perguntar como eu tinha conseguido registrar uma estrela oficialmente com o nome dele.

E hoje uma amiga minha desde aquela época ( a mesma que ele vivia dizendo que era a minha amiga mais chata), me ligou dizendo que encontrou com ele no Barra Music e ele foi dar ideia nela.

É a vida que segue, né. haha

9 de junho de 2012


TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas!  Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlouqueça!

Boa semana do dia dos namorados pra quem tem um. ;*

3 de junho de 2012

Eu cresci fazendo planos da minha vida profissional. Eu lembro de ver malhação e pensar que eu ia ser assim quando estivesse prestes a entrar na faculdade. Eu estudava pensando no quanto aquilo ia ser útil pra quando eu já estivesse na faculdade. Estudava tudo porque pensava que pessoas que queriam fazer nutrição eram boas em química  e biologia, e não em física como eu tinha que ser. Dizia pra todo mundo com 11 anos que eu ia fazer faculdade na UFRJ e passar em primeiro lugar. Não foi ninguém que colocou isso tudo na minha cabeça, eu mesma criei, porque sempre me imaginei desse jeito. Só que pra tudo isso acontecer eu tinha que sair de Nova Iguaçu. Precisava sair do interior, precisa ser vista, precisa ser reconhecida em um lugar de referencia. Lembro que fiz curso em um lugar maravilhoso, mas que no dia de uma prova ninguém conhecia o meu curso, mas todo mundo já tinha ouvido falar no curso Martins, tanto aqui quanto no Rio e decidi que eu ia fazer curso no Martins se eu não passasse pra Alimentos numa escola conhecida no país todo.
Ai eu consegui e sai de NI com 15 anos. Era parte dos meus planos ir morar com a minha tia com quem eu moro hoje, mas ela tinha acabado de se mudar pra Brasilia, mas no fim das contas não fazia diferença porque eu só vinha em casa pra dormir. Meus finais de semana eram no Rio e meus amigos de lá não fazem nem ideia de como faz pra chegar aqui, porque eu vivia lá. Eu até falava que as pessoas aqui eram limitadas e não pensavam em crescer na vida e sair desse lugar. Que gostavam de NI porque eram conhecidos aqui, mas nunca iam ser tão bons em outros lugares e ficava rindo de gente que falava: " Fulano tem dinheiro, mora lá no k-11".

Então outro dia eu estava andando na rua e uma senhora veio falar comigo, perguntando se eu era a vizinha da Rose, a que trabalhava no MP. E eu nunca tinha visto a mulher, mas ela me deu parabéns e disse que a minha vizinha falava muito bem de mim, e que todo mundo me adorava aqui na vila. Dai eu parei pra pensar e vi que esse monte de gente que eu não dei atenção por tanto tempo foi gente que me viu crescer e que torce por mim. Gente que tem foto minha em casa, que faz doce  traz aqui porque sabe que eu gosto e pede pra minha mãe guardar, que fala pra pessoas que eu não conheço que eu sou muito estudiosa e que vou ser doutora, que sabe que eu só como açaí com calda de leite condensado e que não contava pros meus pais quando eu trazia o meu  ex namorado aqui quando não tinha ninguém em casa. rs

E não que eu vá desistir de ser a nutricionista mais influente no mundo, mas hoje eu fui visitar uma senhora que mora aqui na rua que me levava na igreja quando eu era criança, tem 86 anos e quebrou uma perna. Na hora que eu fui embora ela me deu um abraço e disse: " Vai lá florzinha, eu amo muito você". 
Não que eu vá desistir, mas ser alguém pra todas essas pessoas aqui é algo tão bom que me faz ficar ansiosa de voltar pra casa. 

31 de maio de 2012

O que foi mentira? O que você sentiu de verdade?  Eu fui importante de verdade como vc disse ou era só pra me agradar? Eu faço falta em algum momento do seu dia? Você lembra de coisas idiotas como eu lembro? Você algum dia se importou tanto quanto eu? Você me esqueceu? Porque é tão difícil seguir em frente? Você sente o meu cheiro pela rua e lembra de mim como eu faço quando sinto o seu cheiro? Você já imaginou a gente no futuro?O que eu fiz de certo? Você ainda gosta de mim? Será que é tudo isso e vão?


É por esse e por outros motivos que eu faço terapia.

17 de maio de 2012

Eu tenho problemas em fazer amigos. Isso é muito sério, porque ninguém tem problemas pra fazer amigos. Só que eu percebi que o meu primeiro passo pra uma vida melhor é fazer amigos e eu tô tentando muito. Dai eu fiquei um tempão pensando quando foi que eu fiquei assim adorando ser sozinha e demorei muito pra chegar a essa conclusão. Mas dai lembrei de alguma coisa...

Eu tinha uma amiga que era quase uma irmã.Tinha até uma música que dizia "amigos mais chegados que um irmão", que a gente sempre escrevia no final de tudo que a gente fazia uma pra outra, porque era assim. Sempre comigo pra todos os lados. Até morou na minha casa por alguns meses ( eu sei que todo mundo já passou uns tempos na minha casa, mas ela levou isso bem a sério. Tinha até uma parte do armário só pra ela). E acho que por ela ter aparecido na minha vida quando eu ainda era tão novinha me fez ter certeza que ela ia ficar lá pra sempre. Só que não ficou. Eu lembro que eu ficava dizendo que se toda panela tinha a sua tampa, eu deveria ser uma frigideira e ela ria de mim. Ela era tão tão próxima que eu nunca pensei que ela seria distante. Mas ficou. Ficou tão distante que a irmã dela me contou um dia desses que ela vai casar mês que vem e eu nem sabia, com um cara que eu passei meses tentando convencer de ficar com ela. Fiz até prova dele pq ele tava quase reprovado, pra que ele pensasse em ficar com ela.

Eu custei pra acreditar que ela tinha ido embora. Custei muito mesmo e ouvi muitas desculpas pra gente não se ver mais. Dai quando eu acreditei quis fazer tudo diferente e não me deixei mais ser tão próxima. Quando amores se vão, dói. Mas quando amigos se vão, dói muito mais ainda. Principalmente quando você não espera.

Só que eu só percebi isso agora e comecei minha missão de ser alguém mais agradavel e com mais amigos. Tentando esquecer que eles podem ir embora.

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar…”

8 de maio de 2012

É assim quando você surta.

Dai que você tem um ex namorado que todas as namoradas que ele teve depois de mim fazem/fizeram faculdade de nutrição. Depois de muitas brigas, ameaçar matar todas elas e todas essas coisas de gente que surta, eu resolvi virar amiga de boa parte delas, pra mostrar que eu supero, né. Foi meu, foi delas e hoje é de 4702 outras ao mesmo tempo.
Só que elas fazem nutrição e as vezes escrevem umas coisas bem legais sobre tecnica dietética no blog delas e eu sempre passo lá pra ver. Então eu estava aqui, lendo sobre imunologia que foi o assunto da ultima postagem e vejo que na anterior ela tá falando que finalmente deu a blusa que era dele, e ele deu pra ela um dia.
Dai eu surtei. Surtei porque eu pedi 4702 vezes uma blusa dele, e ele não me deu, mas deu pra ela que nem teve a consideração de guardar.
Ai eu surtei. Surtei e tô com vontade de ligar pra ela e ameçar de quebrar os 206 ossos dela como eu já ameacei antes. E ligar pra ele e dizer que ele é um filho da mãe, por nunca ter me dado nem a camisa marrom manchada que eu tanto queria.

É assim quando você surta. É assim quando você é maluca.

4 de maio de 2012

Eu falo com pessoas da faculdade. Pessoas que me adicionam no facebook, que me contam histórias da vida deles, que me mandam e-mail durante o dia pra falar de coisas avulsas. Pessoas que copiam a matéria porque eu tô com preguiça, pra que eu tire xerox depois. Pessoas com quem eu quero conversar porque eu gostei mesmo.
Eu resgatei amigos. Não só fiz esses novos, mas nos ultimos dias liguei pra alguns amigos que eu não via faz um tempo. Me reencontrei com eles, liguei triste e tô até fazendo planos pra sair no final de semana.
Acordei na quinta feira com um pagode na cabeça e baixei a música. Passei o dia inteiro cantando no trabalho e agora todo mundo já sabe cantar a música comigo. Fico dançando sozinha as vezes e digo que eu não tô sambando errado, que é só o meu jeito de sambar que é diferente das passistas de escola de samba, mas que no meu jeito de sambar eu sou a melhor. Baixei outros pagodes tb e tô até me divertindo com isso.
Minha mãe ligou dando péssimas noticias sobre a saúde do meu pai, mas eu não tenho outro pensamento além do positivo de que ele vai melhorar e me perturbar muito ainda.
Resolvi mandar a mensalidade da faculdade pro universo e pagar em 13 anos depois de me formar e morar sozinha de verdade. Tô procurando o lugar pra morar ainda, mas tô super gostando da idéia.

Então é assim. Clareana hoje na minha ultima sessão me disse as coisas mais legais. Disse que minha depressão é moderada, mas que eu tenho outras coisas tão legais na minha personalidade que eu nem sei reconhecer, mas que eu tô aprendendo, e é por isso que eu adoro psicologia.

- E vocês vão continuar ficando? Como fica isso?
- Eu sei lá. Eu sempre digo que não e sempre fico. Joguei pro universo.
- E você vai sentir falta?
- Dele eu não sei, mas de você eu já tô sentindo!
- Ah, eu também vou sentir sua falta!

E me deu um abraço.