6 de abril de 2011

Eu não vou entrar em detalhes pra não ser mal interpretada, mas eu quero compartilhar isso em algum lugar, então eu vou dizer aqui: Eu não sou uma pessoa feita pra romantismo.
Eu sou assim independente, né. Nem quando brincava de boneca quando era criança eu tinha um marido ( nem que fosse de mentirinha ), eu era sempre sozinha.
Dai que pá, nego chega e diz que é romântico e me bate o desespero. Será que vai me ligar de madrugada pra ouvir minha voz? Será que vai me mandar flores no meio do trabalho pra só me deixar sem graça pq as flores morrem em menos de uma semana? Será que vai preparar surpresa e lembrar de datas que eu não me importo?

E eu queria declarar que eu não sei porque sou assim. Não é por minha vontade, mas eu sou essa pessoa feita pra debochar disso. E invejo gente que sabe e tem coragem pra se declarar e deixar os sentimentos assim, tão ao alcance de alguém. Por mais que eu já tenha pensado em fazer isso, eu sempre fico imaginando o quanto aquela pessoa pode usar tudo o que eu disse contra mim e calo a boca.
Mas é só um pouquinho, porque eu sou essa pessoa feita pro deboche. E com exceção do último cara que eu fiquei, todos os outros falavam que eu era muito seca e reclamavam disso. Se alguém diz que gosta de mim, eu penso " aaaaaah, tá apaixonadinho, é? Tá apaixonadinho! Oooown que bonitinho!"

Dai nego que é um homem de outro mundo, diz que tá afim de mim e tudo que eu penso é que alguém precisa avisar pra ele que eu sou uma Cilada, Bino. Por favor.

4 de abril de 2011

Eu fico aqui, gastando saliva pras pessoas que não entendem como é não querer colocar alguém como razão da minha vida e da minha felicidade agora. Mas eu sei que isso não é comum.

Só o que ninguém entende, é que eu quero falar de como eu tô triste porque não consigo mais fazer minhas unhas e pinta-las com esmaltes de nomes engraçados. De como é difícil fazer a sobrancelha de 15 em 15 dias. De como eu acho que minhas mechas californianas estão escurecendo. De quanto tempo eu consigo fazer meus aluninhos que me chamam de 'tia' começarem a me chamar de 'mãe', pra que eu possa trazer eles pra casa.

Chega de falar de relacionamento, de ter que pegar contas, de sair pra resolver problemas, de ser responsável. Dá licença que eu quero é caipirinha, gente.

20 de março de 2011

20 minutos pra 21 de março. agora eu prendo a respiração e espero o dia terminar. depois eu volto.

16 de março de 2011

Ai eu tô no trabalho com um monte de homem falando mal de suas esposas até que um deles vira e diz:

-Tá vendo só, Linda Alice*, quando casar é melhor não fazer essas coisas.
-Ah mas eu não quero casar. Tipo nunca. Não tenho nem namorado que é pra não dar problema. - Tá, não é por isso que eu não tenho um namorado, mas essa é a parte boa da coisa, né? A parte maravilhosa da coisa pra falar a verdade.

Dai que o cara ficou quieto, pensou bastante e diz:
- Com todo respeito, mas vc é lésbica?

Dai é isso, né. Eu nem posso mais me amar ao máximo e querer ficar comigo e só comigo num amor eterno e feliz sem ser chamada de lésbica.



*A pessoa me chama de Linda Alice porque é o nome da nossa chefe e dizem que eu sou parecida fisicamente com ela.

14 de março de 2011

Três coisas que eu li e fiquei pensando hoje o dia todo:

* Mas é difícil se acostumar com a liberdade, não é mesmo?

*minha opinião de single lady é que os meninos ainda não entenderam que sexo sem compromisso não quer dizer não se importar com a pessoa.

*Eu andava pobre; tão pobre de carinho; que, de tolo; até pensei que fosses meu.



8 de março de 2011

sonhei

Sonhei que eu estava saindo da igreja e a Cleici e o Rodrigo ( um dos casais que eu uni na vida ) saiam com cara triste e eu ia atrás pra saber o motivo. Ai a Cleici dizia que a família dela não aceitava o Rodrigo de jeito nenhum e saia chorando. Eu esperava um tempo e ia na casa da Cleici pra pra saber porque e ela não estava em casa. Mas de repente ela tinha uns 5 primos, e um deles veio conversar comigo e me chamou pra ir pra Paty do Alferes com ele. Eu não aceitei, lógico. Ele era um desconhecido.
Então eu sai da casa dela, que era em frente a minha e entrei em casa e o meu telefone tocou e era o primo dela.   E era o primo dela me pedindo em casamento. E eu aceitava ( of course, viajar não pode, mas casar com um desconhecido? Cool. ).
Eu ia dormir e acordava pra casar. Colocava o meu vestido e ia pro casamento. Quando chegava lá eu não sabia quem era o meu noivo. Não lembrava dele. Dai ele apareceu e nós fomos dançar. Só que ele não sabia dançar e eu tive que conduzir ( até porque, homens nunca sabem dançar. único fato normal do sonho ). E enquanto conduzia a dança, percebi que ele era menor que eu.

Ai eu acordei. =\

6 de março de 2011

Faz uns 4 anos que eu conheci um cara de um jeito meio doido. A gente pegava o ônibus no mesmo lugar e ele sempre sentava perto de mim e ficava me olhando o caminho todo. Mas eu encontrava com gente estranha no ônibus quase todo dia, então até ai tudo bem.
Uma vez ele entrou no ônibus possivelmente pouco depois de mim, e eu não vi. Eu estava em pé com os meus fones no ouvido e viajando como sempre. Dai ele parou do meu lado e tirou um fone do meu ouvido e perguntou bem perto de mim se a gente poderia conversar. O que eu fiz? Dei um pulo pra trás e soltei um grito. Não tinha entendido o que ele tinha falado e achei que ele fosse me assaltar. Na mesma hora todo mundo olhou pra mim no ônibus e ele começou a rir e perguntou de novo se a gente poderia conversar, e que não era um assalto.
Eu aceitei mesmo ainda tremendo de medo. Ele me fez perguntas sobre a minha vida, que eu não respondi, mas ele ficou lá me contando quem ele era e blablabla. Quando ele voltou a perguntar de mim eu disse que tinha namorado e que ele estava perdendo tempo. E eu tinha mesmo. E enquanto estivesse ele realmente estaria perdendo tempo.  Mas ele me deu o msn dele, e como eu tenho mania de não jogar papel no chão eu guardei no bolso.
Um ano depois o meu namoro terminou, e eu tinha uma caixinha que eu guardava telefones e msn's ( devo lembra-los que eu namorava alguém que deixava claro todo dia o quanto ele era bonzinho por  ficar com alguém não tão inteligente e nem rico quanto ele. E que ele ficava com gente muito mais bonita se ele quisesse. Eu tinha auto-estima baixa, ok?  Eu gostava de olhar pros papeis e achar que alguém no mundo pensava que eu era bonita. ).
Enfim, eu peguei o papel com o msn dele e adicionei. E ele não forçou a barra. Ficou conversando comigo amigavelmente por muito tempo. Perguntava da minha vida, da escola e blablabla. Papinho. Mas eu gostava. Depois ele voltou a pedir pra ficar comigo só que houve a troca sucessiva de namorados. E ele continuava tentando. E ano passado eu resolvi aceitar.
E eu não sei se foi porque ele esperou muito tempo pra isso ou se ele era assim com todas, mas ele era um cavalheiro. Daqueles que abrem a porta do carro quando você acha que isso não existe mais. E que brigou feio comigo porque eu disse que ia pagar meu ingresso no cinema. Que percebeu no primeiro encontro que eu nunca sei o que pedir pra comer e em 5 minutos resolveu o problema. Sábado de noite se  a gente não tivesse mais nada pra fazer ele vinha me buscar e a gente ficava no carro conversando. Parados numa rua qualquer. Ficava me dando força quando eu achava que não ia ser contratada e tudo.
Mas bem, eu conheci o M e foi aquele estrago. E mesmo só começando a falar com ele 2 meses depois disso, eu sabia que não podia mais ficar com o cara legal.

Aonde eu quero chegar com isso?
Vamos lá amiguinhos. Esse cara hoje é um engenheiro de uma multinacional foda demais. Uma referência no campo de petróleo. Tem um casarão e um carrão na garagem. E eu não tinha reparado quando conheci ele porque eu namorava, né? Mas o cara é bonito. Bonito de verdade, desses de capa de revista. O que qualquer uma pediu a Deus, né?
Ai eu te conto que esse cara me ligou ontem. E ficou conversando comigo um tempão, contando tudo que aconteceu nesse um ano. E disse que queria me ver de novo. Que tentava ver sentido em terminar uma coisa que dava tão certo e não conseguia. O que eu fiz? Eu disse que não podia ficar com ele. E é claro ele me perguntou o porquê.

E eu tô aqui até agora tentando achar o porquê de não poder ficar com ele.