25 de novembro de 2011

Todo mundo faz besteira, né. Mas a maioria das besteiras que eu faço é por achar que eu posso fazer, quando na verdade eu não posso.
Tipo quando eu resolvo ficar com alguém quando eu não tô pronta pra ficar com outra pessoa. Quando a ultima coisa que eu poderia fazer era ficar com outra pessoa. Mas enfim, eu penso que tenho que seguir em frente e ficar com outras pessoas. Só que como se não bastasse, eu escolho ficar com alguém que tem namorada. Na minha cabeça era até uma vantagem. Não vai me ligar no dia seguinte, não vai me perturbar e nem nada do tipo. Só que como é comigo nunca vai ser simples assim. Primeiro que eu não vou gostar de ficar com a pessoa, mas até ai é um simples problema. A bola de neve começa quando a pessoa me acha super legal e que precisa cuidar de mim. E resolve largar a mulher, me ligar 5 vezes no dia e começar a fazer planos. E eu sou assim, eu deixo a mão no bolso porque não quero andar de mãos dadas, eu não abraço e eu não deixo mexer no meu cabelo. Eu tento deixar bem claro que eu não vou querer nada. Mas a minha vida acontece com essa bola de neve.
E é por isso que meus amigos dizem que eu destruo a vida das pessoas. Porque eu passo a minha noite de quinta-feira tentando fazer com que um cara entenda que eu nem vou mais ficar com ele. Que eu não tô pronta pra isso.

23 de novembro de 2011

Não me entenda mal. Meu pai tinha um sitio. Eu passei minha infância andando a cavalo. Eu ia pro mercado a cavalo, até. Era Vilão o nome dele e eu me sentia a Deborah Secco em laços de família. Eu entrava no galinheiro pra pegar ovo pra fazer bolo e tinham muitos cachorros e outros bichos. Minha família sempre adorou animais e uma vez o meu pai até ajudou a cuidar de um falcão. Eu ia todo hora ver o falcão. Não me lembro o que tinha acontecido com ele, só lembro que ele tinha sido machucado e não estava voando. Lembro do dia que eu tentei tirar leite da vaca e sair correndo porque a teta dela era esquisita. Mas depois eu sentei lá e meu pai me ensinou e eu até consegui. Lembro que o porco correu atrás de mim quando eu fui brincar de pique esconde dentro do chiqueiro dele. Sendo assim não me leve a mal, era a coisa mais natural do mundo que eu quisesse ser  veterinária. Era tudo incrível. Minha mãe diz que eu não sabia nem falar direito e dizia que queria ser veterinária. Eu falava que quando fizesse 18 anos meu pai ia vender parte do sitio e ia começar a pagar minha faculdade pra ser veterinária. Eu ia pra pet shop onde a irmã da minha madrinha trabalha e ficava delirando com aquilo tudo. Até meus 11 anos.

Mas ai que eu era 10 quilos acima do peso. E um dia veio no jornal uma dieta. Dieta dos pontos, bem conhecida até. E minha mãe me fez fazer aquela dieta. Tudo que eu quisesse comer, valia dinheiro do meu banco imobiliário. Se meu dinheiro acabasse no dia, era só verdura e legume que eu podia comer. E eu emagreci. Demorei 1 mês pra começar a emagrecer, mas depois fui perdendo peso que nem água. Eu comecei a aprender muita coisa. Muitas duvidas vinham na minha cabeça sobre metabolismo e virou uma paixão. Uma paixão muito maior que a medicina veterinária. Eu comecei a achar incrível que tudo que vc come tem uma função no seu corpo. Uma função pra te manter vivo e saudável.
Eu me apaixonei por nutrição e todo mundo sabe disso.Me apaixono mais a cada minuto de aula e isso é verdade.  Me incomoda quando eu conheço alguém há mais de uma semana e esse alguém não sabe disso, porque eu falo disso o tempo inteiro.
Eu demorei mais do que eu queria pra entrar na faculdade. Eu não tenho tempo pra estudar tanto quanto eu sempre quis. Mas eu não consigo me livrar dessa sensação de fim de período. E não é a sensação de desespero. É uma sensação estranhamente otimista que me diz que agora só faltam 7 períodos pra poder ser quem eu sonho desde os 11 anos.

6 de novembro de 2011

Eu sou assim, uma hora eu adoro ter razão. Quando eu tô discutindo eu adoro ter razão. Quando eu tô trabalhando eu adoro ter razão. Uma das coisas que eu mais gosto de dizer nesses momentos é :" Eu tenho razão e você sabe disso!". Sou assim, capricorniana. Querendo ter o controle de tudo. Mas não é só o controle, é o orgulho também. E eu achava que tinha passado muito tempo perto de arianos pra ter orgulho, mas eu tenho.
Mas tem outra hora que eu não quero ter razão. Não que eu não saiba que é verdade, mas eu não quero ter razão. Quando eu penso que quando eu estiver terminando a faculdade eu vou ficar na merda porque vou ter que largar meu lindo emprego, eu não quero ter razão. Quando eu digo que eu sou sozinha e não tem como mudar isso, eu não quero ter razão. Eu sou assim, com ascendente em peixes. Absorvo energia dos outros. Fico feliz se quem estiver do meu lado estiver feliz e fico extremamente triste se estiverem triste também. E não consigo controlar isso.
Eu estava aqui assistindo Grey's Anatomy agora, porque uma pessoa MUITO LINDA  do meu trabalho me passou TODAS  as temporadas hoje. E a Dra. Grey vai conversar com o Sei Lá o Que dela, e sobre aquele assunto e diz a seguinte coisa: "Infelizmente, as coisas que me fazem te odiar, me fazem gostar de você também".  E eu sei disso. Sei que eu gosto do jeito maluco, da irresponsabilidade e de todas as outras coisas. Gosto disso e sei que ter tomado a minha atitude é agir com essa razão que eu tenho. Mas ao mesmo tempo eu odeio e odeio muito. E faria qualquer coisa pra não ter razão.

5 de novembro de 2011

Semana passada toda a equipe de informática do Ministério Público do Estado foi chamado pra assistir um curso, pra mostrar que o procedimento ia mudar. E ia ser uma mudança enorme. Determinado setor ia começar a fazer o trabalho do outro e um terceiro setor que ia terminar aquilo. Mas né, você chega pra pessoas que seguem o mesmo procedimento há 10 anos e diz que tudo vai mudar e vira um desespero.  Eles explicam muitas e muitas vezes como vai ser o novo procedimento, mas mesmo assim, a ideia de que vai mudar é tão assustadora, que ninguém para pra pensar no que vai ser feito. 
As pessoas ficam tão desesperadas com os erros que esquecem que existe um prazo pra se adaptar a esse novo procedimento. Que se acontecer algo de errado até o fim do ano, é porque se estava aprendendo.

E eu fiquei incomodada. Tô com a garganta doendo de explicar pras pessoas que a gente tem mesmo que deixar certas coisas pra trás e tentar entender o novo e se adaptar a ele. E cansada de tentar entender porque as pessoas não querem aceitar o novo.

30 de outubro de 2011

Quando o meu primeiro namoro terminou eu chorei. Chorei e chorei e tudo que eu sabia fazer era chorar. As folhas do meu fichario com a matéria de geografia eram molhadas, de tanto que eu chorava. Nem tinha mais aquela cara de choro. Eu ficava quietinha e as lágrimas escorriam fora da minha vontade. Dai eu comecei a fazer terapia e me dei conta do quanto eu chorava. E me dei conta de que eu chorei muito mais por ele ter terminado comigo do que quando o meu irmão morreu. Meu irmão que me criou e como a minha mãe diz " A única prova que e a gente tinha de que ele não era um robô, era o modo como ele se preocupava e gostava de você. Porque até você nascer ele nem falava com a gente direito."
E eu me dei conta do quanto aquilo era ridiculo e decidi que ia ser racional quanto a isso também. Só que o negócio fugiu do meu controle, e eu não consigo mais chorar. Pode acontecer o que for que eu não consigo chorar e isso me incomoda. Porque chorar as vezes faz bem, né. Você chora e passa. Mas eu não consigo chorar, então pra mim não passa.

21 de outubro de 2011

Previously on Vânia's Life...

Quarta feira, eu acordei correndo pra ir trabalhar e tive uma distensão muscular no pescoço. Fui no hospital, e descobri que ia ter que tomar injeções na barriga, tomar uns comprimidos e usar um colar cervical.
Até ai nada de errado, até perceber que eu não teria nada pra fazer o dia todo, que não poderia cozinhar, que ia perder a aula de anatomia daquele dia, que não tinha comida pronta e que ia ter que ver TV, que é uma tortura considerável pra mim.
Só que eu achei que a vida tinha melhorado, já que eu estava com um DVD com 4,7GB de 5 séries diferentes pra assistir, e séries eu consigo assistir, ou melhor, essas cinco séries eu consigo assistir.
No quarta eu vi GG, na quinta eu assisti Dawson's Creek e hoje eu resolvi assistir Grey's Anatomy. E eu já gostei mais de GG, assisto Dawson's Creek principalmente pq acho que o Pacey o cara perfeito e Grey's Anatomy é incrível. Se eu fosse inteligente eu tivesse dinheiro o bastante pra fazer medicina eu faria sem pensar duas vezes, porque eu sou mesmo apaixonada por cuidar de pessoas e ajudar sempre. Então eu sou apaixonada por Grey's Anatomy e deixei a série pra hoje.
Só que a Dra. Grey, que é a personagem principal se apaixona pelo chefe dela e eles entram naquele clima fall in love lindo. E eles formam um casal bem legal.
E no final da primeira temporada ela resolve se abrir com ele e contar um segredo importantíssimo pra ele, o chefe vai morar na casa dela e ela já tá se sentindo super feliz. Dai o que acontece?
A ex mulher dele volta, diz que o ama, que eles não podem mais viver separados e que ela vai fazer tudo diferente agora. A principio ele diz que ela é doida. Dois episódios depois, a ex mulher que é pediatra tá cuidado de um bebê que é prematuro e ele passa e olha. E olha de um jeito que me incomodou. Olha como se tivesse vendo claramente as qualidades dela. E lembrando porque se apaixonou por ela.
E no final desse episódio ele vai embora com a ex. Nem avisa a Dra. Grey. Ele só vai embora e retoma a vida dele com a ex que era a vilã quando chegou.
E eu fiquei aqui, né. Me perguntando ATÉ QUANDO isso vai acontecer na vida da Dra. Grey? ATÉ QUANDO isso vai continuar acontecendo na minha vida?

19 de outubro de 2011

Incomum

Semana passada, eu estava bebendo em frente aonde o Allex faz faculdade. Aliás, o Allex e mais um monte de gente, mas enquanto eu bebia o Allex passou perto de mim, e eu não falei com ele. E depois eu disse pra ele no face que tinha visto ele, mas ainda sem entender ao certo porque eu não tinha falado com ele. Mas ai ontem enquanto eu tomava banho eu entendi tudo.
Quando eu conheci o Allex eu estava na minha primeira semana de namoro. A primeira coisa que ele me disse foi "Fica quieta ai!". E não só o Allex, mas todos os amigos desse meu ex achavam que ele era louco por namorar comigo, já que com 3 semanas na FAETEC o meu apelido era "safadona" e eu nem ligava. Na verdade, eu não me lembro muito bem, mas deveria achar até legal ser chamada assim.
Mas ai que o Allex me incomodou com aquilo e todas as conversas que nós tivemos depois ele me tratava desse mesmo jeito. E se eu não me importava que me chamassem de safadona, com o que mais eu me preocuparia?
Mas ai que eu comecei a achar que ele era legal e ficava até de madrugada conversando com ele. Veio o primeiro termino de namoro e o Leonardo ligou pro Allex pra pedir o meu telefone ( que ele não tinha. Juro. ) e o Allex brigou com ele, mandou ele me ligar e pedir desculpa e tudo mais. E ele fez.
E a partir dai ele começou a ser a primeira pessoa ( depois do outro ) que eu contava tudo que acontecia e ele fazia o mesmo. A namorada dele morria de ciúmes de mim e depois de 1 ano eu descobri que o meu também morria de ciúmes dele. A gente até se chamava de Mô e dizia " Se Cuida" antes de ir dormir. E tinha toda uma importância pro abraço e tudo mais. Quando o namoro dele terminou eu ficava horas de noite com ele no telefone e ele me fazia colocar Primavera, do Los Hermanos pra ele ouvir no telefone, porque ele não gostava de Los Hermanos e não tinha essa música em casa.
E dai que não só o Allex, mas todos os amigos em comum entre eu e meu ex achavam que nós eramos o casal perfeito, isso em 7 meses ( e até hoje quando eu converso com eles eu escuto "Cara, vcs se conheceram cedo demais. Vocês se combinam!" e mais algum blablabla). Não me chamavam mais de safadona, me respeitavam e eram meus amigos que me defendiam do meu ex. Só que o Allex foi o único dos amigos dele que eu sempre quis mostrar que eu tinha mudado de verdade. Mesmo depois do namoro terminar eu ainda quis fazer isso. E uma vez ele me mandou um depoimento dizendo essas coisas. Dizendo que eu era a garota de cabelo enrolado que morava em NI, mas que depois ele descobriu que eu era mais que isso. Que eu era incomum.

Sábado antes de sair pra festa eu falei pra Lola que eu não estava me sentindo normal. Que parecia que eu tinha ido viajar naquelas férias de novo. E dai que essa sensação não era exclusiva do sábado, porque eu já vinha sentindo isso antes e quando eu vi o Allex eu estava assim. Pensando daquele jeito de quando ele me disse o "Fica quieta ai", e eu entendi que eu não quis que ele me visse por estar de novo assim. Do jeito que ele dizia que não gostava de mim. Do jeito que eu não gostava de mim.
E eu me vi assim, sem saber pra onde ir.