24 de agosto de 2014

That's all folks!

Comecei minha faculdade e vim morar na Tijuca, estava radiante por isso. O Marcos tinha voltado a me procurar, mas eu estava ignorando. Então um sábado resolvi ir pra um jogo do botafogo no engenhão com uma amiga, quando nós vamos comprar o ingresso, quem estava lá? O Bruno, claro, na minha frente. Assistimos o jogo juntos e ficamos. Depois daquele dia, começamos a nos falar por email todo dia e ficamos muito próximos. Depois de um tempo nós estávamos bebendo e ele recebeu uma ligação da quem eu achava ser ex, mas era atual, dizendo que estava esperando ele em casa e então eu descobri que ele ainda era casado. Na discussão ele tb disse que não tinha noção de que a gente continua ficando assim e que não queria parar de ficar comigo. Que não queria fazer uma escolha. E nem eu queria fazer uma escolha. Nem deixar outro voltar pra ex e então resolvi ficar ali. A partir daí foi uma novela, com muitas brigas, muitas tentativas de se afastar e tudo mais, mas o negócio e que nós ficamos amigos e nos entendíamos muito bem, melhor do que já tinha me entendido com alguém. A ex voltou a ser ex e nós passamos a ser importantes na vida do outro (se eu tiver mentindo, você pode me corrigir, porque eu sei que vc tá lendo, tá? rs). Eu descrevi muitas coisas desse relacionamento aqui e não vou falar de novo. Nós ficamos muito amigos, mas eu estava mal e comecei a fazer terapia.
Foram horas e horas gastas em terapia pra poder contar de tudo. Da péssima relação com a minha família, de estar num relacionamento que significava demais pra mim só porque estava carente, por ter problemas com meu chefe, por não me amar e por ser depressiva mesmo. Foi um caminho duro a ser percorrido...

Nesse meio tempo eu parei de escrever aqui, ou só escrevi mesmo quando estava confusa, porque estava me conhecendo. Eu fiz um blog pra poder falar da minha vida quando eu estivesse me sentindo mal, mas eu não sabia mais quando estava bem ou não pra escrever. Não tinha o que falar de mim, ainda estava aprendendo.

23 de agosto de 2014

The end - parte 2

Nós passávamos todos os finais de semana juntos e sem sexo, pq eu era novinha, cheia de neura e tudo mais. Ele cozinhava pra mim todo final de semana (e dizia que eu parecia um monstro comendo) e eu entrei na aula de dança de salão, já que sempre que ele queria dançar eu pisava no pé dele, como a formatura estava chegando, eu tinha que aprender pra gente fazer bonito igual ao que tinha sido no sonho. Passamos o dia dos namorados fazendo o projeto final dele da faculdade de designer (um episódio de cavaleiros do zodíaco) e no final daquela noite, depois de 3 meses ficando, eu disse que o amava e BANG acabou tudo. Ele ficou me olhando, disse que gostava muito de mim e amava estar comigo, mas queria que quando fosse dizer isso não fosse só pela resposta de algo que eu disse, mas pq sentiu a necessidade. No final de semana seguinte ele estava estranho e foi assim por mais alguns dias, até que teve um dia que ele disse que queria passar o final de semana sozinho. Demorou um pouco, mas depois eu descobri que a ex dele tinha entrado em contato no final de semana do dia dos namorados, que era quando eles faziam aniversário de namoro e tinha dito um monte de coisas. Que estava indo pra Florianópolis e queria encontrar com ele, porque ainda o amava. Ele me contou isso e eu disse que tudo bem, que queria que ele fosse feliz, independente de ser comigo e ele foi pra lá. Pediu demissão do trabalho, colocou o apartamento a venda e foi embora encontrar com ela. E eu? Eu tive ulcera nervosa e outros muitos problemas de saúde. Passava mais tempo no hospital que em casa ou trabalhando e não sabia mais o que fazer. Não tinha vontade pra nada, não queria fazer nada da vida. Pedi a empresa pra me colocar em outro lugar e tive que me refazer. Colar todos os meus caquinhos e seguir em frente. Aprendi que a gente não erra porque quer e sim pq não sabe fazer. Ele nunca pensou que nós íamos nos envolver tanto e que tudo ia terminar assim. Ele sentia culpa e eu sentia muito, muito mesmo. Escrevi aqui sobre como foi cada momento desses.
Num desses dias de mau humor, eu tinha que levar uns documentos pra serem assinados na empresa pra qual eu ia passar a maior parte do tempo trabalhando e nessa sala estavam cheias de fotos do Loco Abreu, ídolo do meu time e eu perguntei de quem eram as fotos e então o Bruno se apresentou e perguntou se eu era botafoguense também. Eu respondi que sim e ele disse “Sabia, os botafoguenses são os mais bonitos”, mas eu estava na minha fase múmia e saí batendo porta pela cantada barata. Mas quem disse que ele desistiu? Passava o maior tempo possível vindo falar comigo, me paparicando, me ensinando a fazer coisas do trabalho e me cantando. Eu até disse que nós não poderíamos ficar porque ele era geminiano e eu capricorniana e nosso signo não combinava. Não que eu fosse entendedora do assunto, mas o Marcos falava tanto disso que eu acabei aprendendo. rs
Mas aí em um dia dessas conversas ele me contou que o sonho dele era ser veterinário, mas a gente tem que trabalhar e ganhar a vida e isso não ia rolar. Eu parei e considerei que todas as vezes que eu tinha rido desde a ida do Marcos tinha sido com ele e que ele merecia uma chance. Ele estava conversando comigo com uma caneta e um papel na mão, então eu peguei e anotei meu telefone lá e ele entendeu que eu tinha mudado de ideia. Nós estávamos indo embora e andando a caminho do metrô. Quando estava chegando perto da estação nós fomos diminuindo o passo e ele disse que quando a gente parasse ele ia me beijar. Então eu parei, ele deu mais uns dois passos até perceber, voltou e me beijou.
Era muito divertido ficar com ele e comecei a ver as coisas melhorarem. Até que um dia nós estávamos bebendo e ele me contou que era casado e tinha se separado a pouco tempo. O que eu fiz? Entrei em desespero, lógico. Mas mesmo assim, ele me convenceu de que era um geminiano legal.

Nessa época eu fiz a prova pro MP, que um amigo me disse que ia ter. Quando saiu o resultado ele tinha se machucado e estava de licença, mas eu estava indo embora e achava que não ia mais encontrar com ele na vida, mas não foi bem isso que aconteceu. 

22 de agosto de 2014

The end - parte 1

Quando eu comecei a escrever aqui no blog eu tinha acabado de terminar a escola. Terminado de concluir o ensino médio, onde eu não só aprendi a minha primeira profissão, mas onde eu tive meu primeiro namoro de verdade, como você já devem ter lido 5702 vezes por aqui antes. Quando terminou, eu achava que estava muito perdida nessa coisa de ser solteira (não que eu não soubesse ser, como achei por muito tempo, mas porque eu não queria mesmo), e comecei a emendar um namoro no outro, tendo até um noivado no meio disso tudo, mas eu não estava pronta pra nada disso. Uma prova disso foi quando eu criei esse blog, na lanterna dos afogados, que era minha música do momento. Eu estava num relacionamento onde não havia paixão, onde só tinha eu não querendo ficar sozinha e alguém que gostava daquilo e quando as coisas são assim, qualquer terceiro que chega nessa história ganha um destaque e foi o que aconteceu. Quando vi, estava num relacionamento aonde teoricamente ia tudo bem, mas eu queria ter a intensidade e a química que tinha com o outro e não sabia o que fazer e muito menos tinha pra quem contar isso, porque achava que todos iam vir com 7 pedras nas mãos me chamando de puta. Mas terminei, fiquei com o outro e depois acabou a vontade e eu tinha um blog pra escrever.

Eu aprendi a beber, deixei o cabelo crescer e decidi ir trabalhar e foi uma mudança total na minha vida. Eu adorava a empresa, amava as pessoas que trabalhavam comigo e aprendi muito lá. Era considerada uma técnica muito boa, o que eu nunca ia imaginar ser e estava conseguindo um modo de começar minha tão sonhada faculdade. O que mais poderia acontecer? O que move a minha vida? Um paixão, é claro, logo no meu terceiro dia de estágio. Cheguei na primeira empresa pra onde a que eu trabalhava prestava serviço e ele foi a primeira pessoa que eu vi, parecia até cena de filme, eu fiquei olhando pra ele e tive certeza que estava me apaixonando, sem nunca ter falado nada mesmo, meio que a primeira vista, mas olhei pra mão dele e BANG uma aliança, bem grande na mão esquerda. Mas quem disse que eu conseguia parar de pensar nele? E o pior é que a empresa em que eu trabalhava me mandava lá quase todo dia, o que foi uma tortura por quase um mês,mas não podia dizer nada pq ele era casado e ele me contou que estava separado há uns 3 meses, mas que tinha passado 13 anos com uma mulher que tinha virado diplomata, o relacionamento não dava mais tão certo, mas ele não conseguia parar de usar a aliança, pq ficava brincando com ela no dedo o tempo todo. Minhas esperanças foram lá em cima e então ele me adicionou no falecido Orkut e disse que tinha tido um sonho louco comigo e pediu meu email pra poder contar a história por lá, pq ele estava numa viagem a trabalho (já que ele era arquiteto, analista de sistemas e designer gráfico e trabalhava com isso tudo). O sonho dele era o meu sonho: Nós dois juntos, numa festa de formatura e dançando bolero. O que eu fiz? Abri o bocão e saí contando logo que estava apaixonada, obvio e assim que ele chegou no Rio nós nos encontramos e ele era o romantismo em pessoa. Quando eu entrei no carro estava tocando Katy Perry que era a minha cantora pop preferida na época e eu perguntei se ele ouvia aquilo, achando que ele ia me contar que a gente não podia ficar junto pq ele era gay ou algo do tipo, mas ele disse que não, que só tinha baixado músicas dela pq era a cantora que mais aparecia no meu subnick ( num troço do msn que aparecia lá a música que eu estava ouvindo no meu media player) e ele queria que eu me sentisse confortável. E como não me sentiria? A gente passou o final de semana todo junto e eu nunca tinha dormido com ninguém, quando eu acordei na primeira noite ele estava olhando pra mim e disse que estava assim tinha um tempinho e estava cantando mentalmente I don’t want to miss a thing e é claro que eu me apaixonei mais ainda, até o momento em que ele levantou e me levou pra um quarto onde tinha um mini piano (não era um piano de calda, mas era um piano) e tocou essa música pra mim. Naquele momento, eu tive certeza que não tinha mais volta e eu já estava completamente e perdidamente apaixonada. 

31 de agosto de 2013

Postagem dos meus pensamento, sem filtro

Eu posso fazer uma lista de coisas que eu amo fazer. Amo estudar, amo dançar, amo fazer doces, amo comer doces, amo ouvir música, amo ler, amo história, amo ver fotos antigas, amo escrever, amo ver filmes na minha sala no sábado a noite, amo nutrição, amo pintar as unhas de vermelho, amo ser quem eu sou... amo muita coisa!
Mas tirando a minha mãe, meu pai e meu irmão e minhas sobrinhas, eu não amo pessoas. Sinto falta de que alguma seja mais parecida comigo. Sinto falta mesmo de poder dizer alguma coisa pra alguém e essa pessoa entender o que eu tô querendo dizer. Não aceitar, mas entender mesmo. Não tentar me mostrar que a vida pode ser diferente ou que devo ver o outro lado das coisas. Alguém que entenda.
Eu gosto de não precisar contar com ninguém. Gosto de ser independente e não precisar esperar ninguém pra fazer as coisas. De tomar decisões sem que precise da opinião de mais alguém pra isso. Acho isso bom de verdade, mas queria poder amar pessoas tb. De sentir algo sem explicação, não por precisar delas, mas por tê-las por perto. Só isso.

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Eu fui limpar a cozinha hoje. E enquanto eu limpava eu fiquei tentando pensar em onde eu tinha errado com ele. Talvez eu pense tanto nisso que possa ser considerado uma obsessão, ou um hobby, mas seja lá qual a a explicação, eu estava fazendo. E quando terminei percebi que não tinha errado em nada. Escrevi aqui milhões de vezes depois dele e o blog passou até a ser triste depois dele.
Pensei nisso hoje porque um cara semana passada me fez milhões de declarações dizendo que ía lutar por mim e blablabla e mal deu as caras essa semana. Juro. Então fiquei pensando o que eu acharia que esse cara deveria ter feito e  lembrei do Marcos. Lembrei e pensei que ele deveria fazer a mesma coisa que eu fiz com o Marcos. E então eu percebi que não tinha feito nada de errado.  Porque eu me entreguei, como nunca mais fui capaz de fazer e porque eu me importei. Me importei tanto que me importo ainda. Porque se alguém quer ficar com o outro tem que se importar e que esse cara não deve me fazer mais declarações, porque ele não se importa. Não de verdade. Não que eu tenha um manual sobre gostar dos outros, mas porque eu só conseguiria me importar com alguém que se importa comigo.

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Então eu paro no meio disso tudo e avalio minha vida amorosa. Porque eu evito, né, mas tô mais corajosa ultimamente e resolvi avaliar isso. Vou até levar pra terapia semana que vem e só quero falar disso. De relacionamentos. De falar que só pessoas confusas aparecem na minha vida e dizer em alto e bom som para uma pessoa que o único que eu achei que não fosse passar, passou. Que o Bruno e eu vencemos a validade. E isso é estranho. Que nós já rendemos tudo que podíamos e que agora estamos diferentes. E isso é estranho. Estranho e desconfortável porque eu adoro ele. Adoro e adoro mesmo. E odeio que esteja desse jeito, mas está.

18 de maio de 2013

Quando eu tinha 11 anos, alguém deveria ter me dito que era pra eu aproveitar ao máximo minhas sobrinhas porque elas iam embora pra longe de mim.e
Quando eu tinha 12 anos alguém deveria ter me falado que eu não deveria ter ficado tão amiga daquela garota, pq ela não ía me ver do mesmo jeito.
Quando eu tinha 13 anos alguém deveria ter me falado pra não ir, pq aquele seria um trauma que ía me render muitas horas de terapia pela vida;
Quando eu tinha 13 anos, alguém deveria ter me avisado que a minha mãe é a melhor pessoa do mundo e pra aproveitar ela ao máximo, pq uns anos depois eu ía estar bem longe dela por quase toda semana.
Quando eu tinha 14 anos deveriam ter me avisado que não era pra me envolver tanto assim, porque não ía valer a pena...
Aliás, com 14 anos podiam ter me avisado pra fazer uma festa de 15 anos, sem viagem!
Quando eu tinha 15 anos, podiam ter me avisado pra dar valor a cada segundo daquele ano. Cada um deles seria mais importantes da minha vida.
Quando eu tinha 15 anos deveriam ter me dito que meu pai ía enfrentar muitos infartos ainda, mas que ía estar bem alguns anos depois.
Quando eu tinha 16 anos deveriam ter me mandado fazer a prova de fisica aplicada.
Quando eu tinha 17 anos deveriam ter me falado que o namorado que eu estava dispensando ía ser o ultimo homem além do meu pai e do meu irmão a falar que me amava.
Quando eu tinha 18 deveriam ter me falado pra não comentar no local de trabalho sobre o meu time.

Então tá ai, eu cheguei aqui nesse estágio da vida completamente desavisada. Sem saber pra onde ir, nem por onde começar. Então alguém tinha que ter me avisado que eu ía chegar aqui e minha vida não faz o menor sentido.

8 de março de 2013

Ainda, encontraremos a pousada, o afeto almejado, a proteção.
Ainda, haverá tempo de amar sem medo, totalmente, infinitamente, sem ter medo de pedir, de implorar, ou chorar. 
Ainda, haverá tempo para ser feliz novamente.
Ainda, haverá tristeza, saudade, primavera, o sonho.
Ainda, haverá alegria, apesar das cicatrizes.
Ainda, haverá esperança, porque a vida ainda é criança e amanhã será outro dia.

13 de outubro de 2012

Foi um sonho meio estranho: 
Uma mulher chegava do nada e dizia que ele estava mal e que eu não podia deixar ele sozinho, porque ele corria perigo. Eu saia correndo e ia encontrar com ele e ficava um tempão, dias até, tomando conta e vendo que estava tudo sob controle.
Então eu fui trabalhar e no caminho a mesma mulher vinha me contar que eu não podia mesmo sair de perto dele.

Eu acordei e mandei uma mensagem, contando o sonho e pedindo pra ele tomar cuidado.

Dai na hora que eu fui almoçar, ele me mandou uma msg dizendo que o carro dele tinha parado no meio da estrada e um ônibus arrastou o carro com ele dentro e que ele estava no hospital.

Porque a gente tem essa ligação desde que nos conhecemos, e há uns dois meses atrás ele até falou em alma gêmea, mas eu acho que se essa coisa de anjo da guarda existe, deve ser isso ai.